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Adultos > Teoria da Arte
CURSO DE TEORIA DA ARTE


Douglas Gordon, Off Screen, 1998

OFF SCREEN
Dispositivos de (in)visibilidade

por Ana Rito



O espectro é também [...] aquilo que se imagina, o que se pensa e se vê, e o que se projeta - sobre um ecrã imaginário onde não há nada para ver. Nem mesmo o ecrã por vezes.
Jacques Derrida

Pensar a imagem, e pensá-la como coisa, implica uma aproximação multidimensional, olhá-la de frente, ponderar os seus limites (os seus lados, fronteiras, moldura), indagar o que estará por detrás da primeira “pele” (visível), caminhar para o seu interior e tocar as suas vísceras. Abordar este “para lá da imagem”, ou o por “detrás da imagem” requer uma sucessão de projecções. Projectamos uma série de ecrãs imaginários, enformados pelas nossas próprias narrativas, pela própria ontologia dos ecrãs e das imagens, na tentativa de uma qualquer relação com aquilo que se nos apresenta, num primeiro momento, como impenetrável e incognoscível. Alinhamos a nossa percepção, e a nossa posição, em relação a esta imagem-coisa (e falamos mais especificamente da imagem projectada mas podermos referir-nos a todas as imagens por analogia – com variantes) a partir destes ecrãs virtuais, num jogo que oscila, naturalmente, entre estados de atenção e distracção, de aproximação (mergulho, imersão) e afastamento, encontrando, algures, um punctum de contacto (um canal para o seu interior ou um convite para o seu exterior, um apartamento sem retorno – sim, porque as imagens também rejeitam os seus observadores/espectadores).
O presente curso parte da prática artística e curatorial, na consideração de diferentes noções de palco e de ecrã, elasticizando e definindo uma “zona de contacto” que se concretiza quer no espaço expositivo (museográfico) quer, mais especificamente, na experiência da vídeo-instalação. A aproximação de duas linguagens, a cinematográfica e a performativa (entre a “aparição” da imagem e a construção do objecto), instaura um novo paradigma do olhar que coloca em cena o corpo do espectador (agora) movente e activo na condução do seu próprio processo perceptivo.
A sua estrutura compreende quatro sessões que analisam a genealogia dos ecrãs, as suas superfícies e dispositivos, o cinema dito “expandido” ou “cinema de museu”, o avesso das imagens, as dinâmicas do espectador e particularmente a “performance para a câmara”.


09 a 30 de Maio de 2016 | Segunda-feira, das 18h30 – 20h00
4 sessões



Frequência: 77,24€ + 23% IVA = 95€
Nº máximo de alunos: 10

Orientação pedagógica:
Ana Rito>
Ana Rito (1978) Desenvolve a sua actividade entre a prática artística, a investigação, a curadoria, e a docência. Desde 2002 que participa em várias exposições enquanto artista e enquanto curadora, de onde se destaca a exposição individual na Galeria MAM – Mario Mauroner Contemporary Art, em Viena, intitulada Powerfull Acrobat em 2007 e a sua participação na exposição colectiva Faccia Lei, comissariada por Elena Agudio no Spazio Tetis, Arsenale, 52ª Bienal de Veneza. Apresenta em 2010 PUPPE PROJECT, na Galeria MAM – Mario Mauroner Contemporary Art, Viena, comissariada por Fabrizio Plessi no âmbito do Festival Art&Film, There is no World when there is no mirror, Palácio Pombal, inserida no Festival Temps d´Images e produzida pela Fundação Calouste Gulbenkian e participa na mostra A Culpa não é minha – Colecção António Cachola, Museu Colecção Berardo, seguida depois de O Museu em Ruínas (2011), MACE – Elvas. Em 2011 co-comissaria com Hugo Barata e Jean-François Chougnet Observadores – Revelações, Trânsitos e Distâncias, Museu Colecção Berardo. É curadora da exposição A Visão Incorporada/The Embodied Vision – Performance para a câmara, no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado em 2014. É actualmente Bolseira da FCT, encontrando-se a concluir o curso de Doutoramento na especialidade de vídeo-instalação, em torno da performatividade da imagem movente.

Organizam-se regularmente visitas guiadas às Galerias de Arte e Museus.
Na frequência simultânea de mais de um curso semestral, o aluno usufruirá de um desconto de 50% no 2º curso.

Cada aluno beneficiará de um desconto suplementar de 5% no banco de materiais artísticos existente na escola.
Jovens até aos 23 anos, usufruirão de um desconto de 15% nos cursos.
Estes descontos não são acumuláveis com os do Liceu Francês (Desconto de 5%).

Os workshops não usufruem de qualquer desconto, excepto para os alunos da ArteIlimitada.


Reserva-se à Arte Ilimitada o direito de cancelar workshops ou cursos devido a circunstâncias alheias à sua própria responsabilidade.
Arte Ilimitada Lda. - Escola de Artes Visuais