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2010
"Práticas curatoriais em rede e outras estratégias de sobrevivência"
Lúcia Marques
"Práticas curatoriais em rede e outras estratégias de sobrevivência"

11 de Novembro de 2010

O papel do curador como efectivo mediador tem-se consolidado no meio artístico português apenas nos últimos anos, traduzindo novas metodologias de trabalho que também passam por uma maior participação em redes informais e institucionais de colaborações. A partir de estudos de caso que envolvem diversas geografias culturais, abordar-se-ão diferentes estratégias de sobrevivência cultural e artística num mundo dividido entre o global e o local.

Lúcia Marques é curadora independente, interessada no impacto dos fluxos migratórios nas artes visuais. Nasceu em Lisboa (Portugal, 1974), onde vive e trabalha. Formou-se em História da Arte (FCSH, Univ. Nova) e em Estudos Curatoriais (Pós-Graduação da FBAUL/Fundação Gulbenkian). Foi crítica de arte no Expresso (Dez. 1998-Mai.2001) e técnica de artes visuais no IAC/IA do Ministério da Cultura de Portugal (2001-2006). Foi curadora do programa de artes visuais do Instituto Camões em Bruxelas, no âmbito da Presidência Portuguesa da UE (Jul.-Dez. 2007) e coordenadora do programa de bolsas para estágios profissionais internacionais INOV-Art (Mar. 2009-Julho 2010). Da sua actividade curatorial destacam-se: "Ana Vidigal: Dez Anos de Trabalhos Paralelos" (Centro Cultural de Lagos, 2005), "Xana: Arte Opaca e outros Fantasmas" (co-curadoria: Alexandre Pomar, Culturgest, Lisboa, 2005), "Outras Zonas de Contacto" (co-curadoria: Victor Pires Vieira, Fundação Carmona e Costa + Museu da Cidade, Lisboa, 2007), "Novas Geografias, Lisboa. Mónica de Miranda" (Plataforma Revólver, Lisboa, 2008; em parceria com a 198 Gallery de Londres e o Imagine IC de Amesterdão), "Mundos Locais: espaços, visibilidades e fluxos transculturais" (co-curadoria: Paula Roush, Centro Cultural de Lagos/Forte Pau da Bandeira, Lagos, 2008) e "Deslocações, 4 perspectivas portuguesas contemporâneas: André Cepeda, Edgar Martins, José Carlos Teixeira, Tatiana Macedo" (CESE, Bruxelas, 2007; itinerância em 2008-2009 pelos Centros Culturais do IC: S. Tomé/S. Tomé e Príncipe, Maputo/Moçambique, Brasília/Brasil, Luanda/Angola, Praia+Mindelo/Cabo Verde).
"Sair da tela, recusar o pedestal. Notas sobre arte participativa."
Paulo Pires do Vale
"Sair da tela, recusar o pedestal. Notas sobre arte participativa."

30 de Março de 2010

“O quadro não consente moldura, e a escultura não consente plinto que os separem do envolvimento real de que fazem parte”.
Ernesto de Sousa

Procuraremos reflectir, a partir de exemplos concretos, sobre as raízes do que designarei como arte da saída da arte: obras que não se satisfazem com a dimensão retiniana e contemplativa, que recusam o endeusamento da perfeição no pedestal ou na moldura, e propõem uma participação comprometida.
Uma “estética relacional” (N. Bourriaud):
obras para usar, para envolver, para levar;
obras em que se apresenta como essencial a dimensão política-social;
obras em que o artista é “operador estético”, um facilitador de experiências; obras em que o espectador deixa de o ser, para se tornar actor-activo, não só da sua recepção-interpretação, mas da própria obra (inacabada) e da comunidade que ela pode “produzir”.

Paulo Pires do Vale (1973), licenciado e Mestre em Filosofia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade Nova de Lisboa (com a dissertação Tudo é outra coisa. O desejo na Fenomenologia do Espírito de Hegel. Lisboa: Colibri, 2006). Doutorando em Filosofia nessa mesma Universidade, com a dissertação A condição histórica da identidade pessoal em Paul Ricoeur. Lecciona na Universidade Católica Portuguesa e na Escola Superior de Educadores de Infância – Maria Ulrich, onde coordena, com o Prof. Doutor Jorge Crespo, o Curso de Mestrado “A criança e a arte”. Autor de ensaios para várias exposições colectivas e individuais de Ana Hatherly, Alberto Carneiro, Ana Perez-Quiroga, Susana Guardado, Tomás Cunha Ferreira, Raquel Feliciano e Vasco Araújo. Comissário de colóquios e exposições, prepara para 2010 uma exposição retrospectiva de Ana Vieira.

Arte Ilimitada Lda. - Escola de Artes Visuais